sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mesmo com a terra pedindo socooro as mudanças continuam. nunca se sabe se será para o bem ou para o mal

22/04/2011 20h51 - Atualizado em 22/04/2011 21h13

Novas hidrelétricas podem prejudicar ciclo das águas no Pantanal

Cheias e vazantes dependem da livre circulação dos rios.
Ministro argumenta que planejamento elétrico precisa ser cumprido.

Do Globo Natureza, com informações do Jornal Nacional

O Pantanal vive dos rios que descem do Planalto Central do Brasil. A água se espalha pela planície em riozinhos - chamados corixos - baías e lagoas, antes de escoar para o Rio Paraguai. E é essa água, que passa devagar pela região, que proporciona a abundância de vida no Pantanal.

A passagem da água é lenta por uma razão: o Pantanal é praticamente plano. Em uma distância de um quilômetro na direção Norte -Sul, o declive é de 3 a 5 centímetros apenas.

Quando chove nas cabeceiras dos rios, o Pantanal enche. Na estiagem, ele seca. “O que é a vida do pantanal? É o que chamam de pulso. É a variação entre a seca e a cheia. Então, quanto mais pulsa, quanto mais varia, melhor”, resume o fazendeiro pantaneiro Armando Arruda Lacerda.

As hidrelétricas planejadas para região podem mudar essa característica? O pantaneiro acha que sim. Ele teme pela sobrevivência dos peixes.

“É o grande berçário, se você descer ai embaixo você vai ver que é um berçário, você vai ver todas as espécies de peixe em... tamanho pequeno, vamos dizer assim. E é isso que alimenta...vai realimentar toda a indústria do turismo de pesca, todo o restantes lá dos rios. Esse peixe cria aqui e vai para o rio”, explica Lacerda.

O corixo não é fundo e provavelmente fica seco durante parte do ano. Quando enche, os peixinhos encontram todos os alimentos de que precisam para crescer. Parece um aquário: corimbatás, piaus, piraputangas, lambaris, piranhas, cascudos e uma arraia que, com astúcia, tenta se esconder.

Quando adultos, os peixes criados no corixo sobem os rios para a área de reprodução. Só não chegam lá quando encontram obstáculos: uma cachoeira alta ou uma usina.

Rio Coxim
Uma das hidrelétricas em estudo fica no Rio Coxim, um dos melhores pontos de pesca de Mato Grosso do Sul. O marco mostra onde o rio seria cortado pela barragem.

Se a usina for aprovada, o reservatório vai cobrir a Cachoeira dos Quatro Pés. O pescador Tião está revoltado: “Tudo debaixo da água. Aqui vai virar uma represa de 300 a 400 hectares. Todas essas pedras aqui vão pegar a inundação"

O engenheiro Dorival Gonçalves Jr, professor da Universidade Ferderal de Mato Grosso, acha que o custo ambiental não compensa os benefícios.

"Itaipu o ano passado verteu cerca de 400 mW médios. Se a gente somar todo o potencial das bordas do Pantanal não vai alcançar isso", diz.

Pequeno porte
Das 62 hidrelétricas previstas para a região nos próximos nove anos, só uma é de grande porte. As outras são pequenas centrais com produção irrisória. Se todas forem construídas, irão contribuir com apenas 1,33 % da energia hidrelétrica gerada no país.

E o período em que elas mais produzem é exatamente quando grande parte das usinas brasileiras estão com os reservatórios cheios, jogando água em excesso pelos vertedouros.

Para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o Brasil não pode abrir mão de qualquer potencial energético, mesmo que pequeno: “Se nós abdicamos daqui, abdicamos dali, abdicamos de acolá, sob os mais diferentes argumentos - ainda que alguns deles procedentes, como é o caso, por exemplo, do Pantanal (...) vamos acabar não cumprindo o nosso planejamento energético brasileiro”.

Cuidado nunca é demias!!!!!

Menina de 1 ano cai de varanda de casa e sai ilesa no litoral catarinense

Internada em hospital de Itapema, ela recebeu alta com ferimentos leves.
Família mora no Paraná e alugou imóvel para passar feriado na praia.

Do G1, em São Paulo

Uma menina de 1 ano caiu da varanda de um sobrado na cidade de Itapema (SC), no litoral catarinense, nesta sexta-feira (22). O imóvel tinha sido alugado pela família, que mora no Paraná, para passar o feriado da Páscoa na praia de Santa Catarina.

A criança foi levada para o Hospital Municipal de Itapema, onde ficou internada em observação por algumas horas. Ela passou por exames, que não detectaram fraturas, e recebeu alta no começo da noite.

A chuva ainda é um perigo!!!

Quatro cidades do Amapá decretaram situação de emergência por causa da chuva. Em Laranjal do Jari (AP), cinco mil pessoas foram atingidas pela enchente. Os moradores de nove bairros da cidade, que fica a 210 quilômetros de Macapá, enfrentam a enchente do Rio Jari, que está dois metros e meio acima do nível normal

Veja o site do Jornal Nacional

. Segundo a Defesa Civil, muitas famílias foram abrigadas em prédios públicos como a Câmara de Vereadores e o Estádio Municipal. Apesar da enchente, muitos moradores ainda resistem em deixar as casas.

"Há uma semana roubaram a casa do meu irmão. A gente prefere ficar na água porque senão com certeza vai perder o que tem", disse o marceneiro Francisco Barbosa.

Nessa rua dá pra notar muita criança brincando dentro d'água. O trecho ainda não é tão perigoso porque a água não subiu tanto. Mas a enchente já fez vítimas. Uma criança morreu nessa área de ponte. O menino tinha dois anos de idade. Um outro garoto, de três anos, também morreu afogado num bairro vizinho.

Três escolas estão fechadas e o fornecimento de água potável foi suspenso. No comércio, a procura maior é por madeira para levantar o assoalho das casas.